A fé e seus desdobramentos
 


Por pastor Adilson Henrique dos Santos


Mateus 17: 14-20 está nos convocando a uma dimensão de fé a que não estamos acostumados. Ou nos esquivamos, ou tenhamos a coragem espiritual de assumirmos que é para hoje e para nós. Este acontecimento é mais bem explicado à luz de Marcos 9.

Jesus estava no monte da transfiguração com Pedro, Tiago e João. Ao pé do monte, os demais discípulos estão num bate-boca com os fariseus sobre doutrina, e são interrompidos pelo pai de um garoto possesso, que os discípulos não conseguiam libertar. Então vem Jesus e expulsa. Seus discípulos então o questionam: “Por que nós fracassamos?”, Jesus explica que eles têm uma fé pequena.

A hipérbole é uma comparação exagerada que se usa para se ensinar um conceito, como: “as cidades são grandes e muradas até o céu...”. São ensinos que, na verdade, falam de problemas da vida. Jesus usa uma hipérbole para ensinar sobre a fé. Até que ponto minha fé, a minha caminhada com Deus, tem esse lado prático? Até que ponto minha fé me ajuda a derrubar as barreiras e não me deixa retroceder?

Estamos vivendo um Cristianismo exageradamente frio, metódico, racional, ritualístico, cerebral que nos impede de remover as montanhas. Hebreus 11 é uma descrição da fé, não uma definição. Fé não é um poder dirigido a Deus. É uma convicção no caráter de Deus. Digo isso por que:

A fé é proporcional à nossa integridade moral, v. 17: “Geração perversa...”. Perversão é um desvio moral, sinônimo de maldade, desvio de caráter, falência moral. Nossas faltas nos limitam, cedemos pequenas brechas, “permitimos areia na engrenagem”, abrimos pequenas concessões para o mal.

O que dá integridade é a pureza que traz paz e que dá ousadia diante de Deus. Parece que estamos presos por uma bola de ferro nos pés e não conseguimos caminhar. Essa bola é a falha do caráter, é fruto do pecado. Você não poderá ser intercessor, porque cada vez que chegar diante de Deus, chegará cabisbaixo, agoniado para pedir perdão.

A fé é proporcional à nossa integridade espiritual, v. 17: “Oh! geração incrédula...”. Incredulidade não é fé pequena, é ausência de quebrantamento. Nossa moral determina nossa doutrina, e isso endurece o nosso coração à voz do Espírito Santo. A fé é composta de quebrantamento; o diabo crê e estremece, mas não se quebranta e Deus quer gente quebrantada.

A fé é proporcional à nossa capacidade de experimentá-la, v. 9, 14. Ao descer do monte, tiveram uma experiência fantástica de fé. Fé é a nossa ousadia em colocá-la em prática. Fé não é acreditar Que, mas Em Deus. Fé é descer do monte para o vale e dizer ao demônio: “Sai em nome de Jesus”.

A fé é proporcional à nossa intimidade com Deus. Vamos ser sinceros: nossa fé é pequena, porque não conhecemos bem a Deus. Conhecer a Deus gera confiança nele, Jó 19: 25-27; Dn 3: 17. Paulo disse: “Eu sei em quem tenho crido, e estou bem certo que é poderoso para guardar o meu tesouro até o dia final”. Assim, o Deus de Abraão, Isaque e Jacó precisa ser o seu Deus.

Como começo esse processo que conduz a uma nova dimensão espiritual? Através de uma decisão radical: vou mudar de vida, quero aplainar caminho, endireitar veredas ao Senhor. Quebrante seu coração diante de Deus, Sl 32, 51. Disponha-se a praticar a sua fé e coloque toda a sua confiança no caráter de Deus.

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 

     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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